quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Daily life in America - Parte I


Na América, assim como no Brasil, a semana começa na segunda. Mas aqui, assim como no Brasil, todo mundo fica preguiçoso na segunda, e só começa a ficar mais esperto no fim do dia. Daí a terça, a quarta e a quinta são corridas assim como no Brasil. Diga-se de passagem: as tardes vão até as 16:00h e, as 17:30h já está todo mundo em casa. Acho que deve ser cultural por causa do inverno, suponho. Mas é interessante ver que eu ainda iria até as 23:00h e às 17:00h aqui já está todo mundo cansado e correndo pra terminar a hora extra.

Mas a sexta feira diferente: é só meio expediente, diferentemente do Brasil. O professor termina a aula das 14:00h 5 minutos mais cedo e alega que é porque é sexta. Às 14:15h não tem mais ninguém na faculdade.

Daí o pessoal vai se divertir no fim de semana. Os que têm hobbie vão praticar o seu hobbie. Mas entenda "praticar o hobbie" de uma forma quase profissional: quem gosta de acampar tem todos os equipamentos para camping, desde o espeto para marshmellows até o motor-home com banheiro. Quem gosta de caçar (sim, caçar!) tem toda a vestimenta e armamento (laranja ou camuflada), que varia de estação pra estação e de caça pra caça. Idem para pesca.

Nos dias de semana, o americano chega em casa, come alguma coisa (pode
ser um sanduíche ou um donut) e lê o jornal do dia tomando um café. "Tomando um café" quer dizer tomar uma bebida quase sem gosto sabor café, sem açúcar, numa caneca de chopp ou num copo de 500mL e sim, à noite. E um monte de gente gosta de ficar tremendo por causa da cafeína. Crazy stuff.

De fim de semana sempre tem algum jogo na TV. Estou aprendendo que os esportes tem temporadas, não é como o futebol no Brasil, que é a mesma coisa a vida toda. Agora, é a temporada do futebol americano, e todo mundo acompanha o time local (no caso daqui, o Buffalo Bills). Mas até o meio de setembro, era o baseball, que eu nunca vou entender na minha vida. Em breve, começa a temporada de hockey no gelo.

O outono por aqui é igual ao inverno no Brasil. Temperaturas na casa dos 10 graus, com ventinho gelado e sol quentinho. Às vezes uma chuvinha traz mais frio. Eu já disse por aqui que eu acho que essa história de neve é lenda pra assustar estrangeiros, e disse que vou sair na neve só de moletom e calça jeans. Aí as pessoas pararam de rir e disseram que eu não devo jamais fazer isso. Daí eu aprendi que o senso de humor do americano é curto, e a gente não deve brincar com coisas que não são verdadeiras (ou que a gente não conhece).

Mas continuo a escrever sobre os costumes na próxima semana.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

College Life

Nunca estudou no sistema americano antes? Então eu conto: assistir aula numa faculdade americana é simples: você vem pra faculdade 5 minutos antes da aula começar, assiste a aula, vai pra casa, faz o homework e repete tudo isso de novo. Simples assim.

Mas embora simples, não é tão fácil como parece. Veja porque:

1) Se você leu com atenção, você leu que você tem que chegar 5 minutos antes da aula começar. E o melhor seria você chegar 10, porque faltando 5 minutos pra aula começar, o professor já está na sala organizando a aula. Na hora da aula, por exemplo, 12:20pm, ele fecha a porta e começa a aula. Simples e objetivo assim.

Não tem nada de "não achei vaga no estacionamento", "ah, o trânsito tava congestionado" ou "Só saí do trabalho agora". Azar seu. Devia ter se programado pra chegar, ou ter pego a matéria em outro horário. Ah, e se for faltar, tem que avisar o professor antes, seja por e-mail ou por telefone.

2) "Assistir a aula" não quer dizer "ficar sentado ouvindo o professor". Em primeiro lugar, aula pra americano é em inglês de americano. Não é English as a Second Language, ou aula no CCAA (sem ofensa). Então, toda atenção e energia que você tiver, use, porque ainda assim, você vai perder alguma coisa da aula. Além do que, principalmente, você tem que participar constantemente da aula, seja dando exemplos, seja fazendo perguntas, seja escrevendo.

3) "Vai pra casa" é a parte boa, porque é o intervalo. O bom da aula começar 12:20 em ponto é que ela acaba 1:15pm em ponto. E é 1:15pm em ponto! Nem mais, nem menos. E se você fez a conta, a aula tem 55 minutos, o que muito rápido pra uma aula se você fez o item 2) acima de acordo.

4) "Fazer o homework". Taí uma coisa que a gente acha que é de criança, ou coisa de curso de inglês. Aqui é coisa fundamental, exigida, faz parte da nota final, e é parte vital do aprendizado. Se não fizer homework, vai ficar perdido na aula. Simples assim.

Diferenças

Eu diria que as duas maiores diferenças entre o sistema Brasileiro e o Americano são a possibilidade de o aluno escolher qual disciplina ele quer cursar, baseado no que ele conhece dele mesmo ou do mercado. Você, como aluno, pode pegar uma disciplina que você acha fácil, ou pode pegar uma que acha importante. Se não souber, tem uma assistente acadêmica que te orienta a cada começo de semestre.

A segunda diferença é que em cada disciplina a gente tem uma turma diferente, porque, como eu disse, cada aluno escolhe suas próprias matérias. O bom é que a gente conhece mais gente, mas o ruim é que a gente não conhece ninguém, se é que você me entende.

Por fim, tudo tem seu lado bom e o seu lado ruim. Pra mim, essa experiência toda tem me dado muito mais elementos do que eu já tinha pra pensar no meu aprendizado, e eu só posso me sentir grato por estar vivendo essa oportunidade.


Próximo post: "Daily life in America".


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Genesee Community College

A faculdade Genesee Community College foi fundada em 1966 como parte do Sistema SUNY (State University of New York). Atualmente (dados de 2009) a faculdade oferece 50 cursos, tanto de 2 anos como de 1 ano de duração, em nível técnico (undergraduate). Muitos alunos nos Estados Unidos, depois de se formarem, optam por continuar seus estudos em uma universidade (por mais 2 anos) e se transferem pra lá.


A GCC tem 10 times esportivos, competindo em uma categoria chamada "intercollegiate" (inter-faculdades), com times de Basquete, Vôlei, Baseball, Lacrosse (algo parecido com hockei), futebol (o "soccer"), softball (um baseball básico), golfe e natação.
A GCC também tem uma rádio universitária que cobre um raio de 40Km de transmissão de sinal.

Uma grande diferença entre o sistema americano e o brasileiro é que, apesar de ser uma faculdade pública (como a FATEC, por exemplo), os alunos que se matriculam têm que pagar pelos seus estudos, e essa é uma boa fonte de renda para a manutenção da infra-estrutura e para a qualidade do ensino aqui. O custo para residentes do estado de Nova Iorque é de US$ 3.400,00 por ano, ou então US$ 140,00 por crédito/hora. Note que uma disciplina possui de 3 a 4 créditos. Para não-residentes, o valor é de US$ 4.000,00 por ano, ou US$ 160,00 a hora.

O impacto econômico da faculdade na região é de US$ 126 milhões por ano. Os alunos internacionais são mais de 100 vindo de 27 países. A média de aluno por sala é 18 (dados oficiais). O câmpus possui 1 biblioteca (foto ao lado), 122 salas de aula e 33 laboratórios de informática. O câmpus também conta com uma moradia para alunos de outras regiões, que os possibilita fácil acesso às instalações da faculdade.

A biblioteca possui 90.000 itens de circulação normal, que incluem livros, audio-livros, jornais, CDs de música, GPS's e DVDs e vídeos educacionais para empréstimos para professores e funcionários apenas, mas que podem ser vistos na própria biblioteca pelos alunos.


São muitas as diferenças, mas maior diferença daqui para os campi do Brasil me parece ser a infra-estrutura para o inverno. Todos os prédios são fechados e as áreas comuns (cantina, Centro Acadêmico, e centros de vivência são fechados e cobertos, todos interligados e com climatização apropriada (ar condicionado ou aquecimento). Ao lado, uma foto do centro de vivência (Student Union) e abaixo, uma foto da cantina (cafeteria).


Próximo post: "College Life"

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Batavia, NY


Batavia é uma cidade de 16.000 habitantes (segundo o censo de 2000), e fica no Oeste do Estado de Nova Iorque, no condado de Genesee. Condado é uma subdivisão da área do estado, que tem como equivalente brasileiro mais próximo as “Regiões”, por exemplo, “Grande São Paulo”, “Região de Sorocaba”, “Região de Ribeirão Preto”, etc. Mas os Condados não tem necessariamente o nome de cidade nenhuma contida nele.


Na época em que o Brasil era ainda uma colônia de Portugal (1792), os holandeses compraram a terra onde hoje a cidade se localiza e, um ano após a independência do Brasil, em 1823 a vila foi incorporada ao condado e promovida a cidade. O escritório onde os holandeses faziam as transações ainda existe e hoje é um museu (foto ao lado).

Hoje, a economia de Batavia é principalmente baseada em vendas de atacado de laticínios, e o principal argumento usado para as pessoas virem morar aqui é porque a cidade fica bem entre Buffalo e Rochester, duas cidades bem maiores e com muito mais coisa a oferecerem. Nesse sentido, Batavia é uma cidade pequena, calma e bem localizada.

Aqui vão mais algumas imagens da cidade:

Next stop: Genesee Community College

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

New York City


As aulas do Outuno começam dia 22 de Agosto em quase toda a América (do Norte). Parece moleza, mas em compensação, as aulas da Primavera começam no dia 5 de Janeiro, no meio do Inverno.

Mas imagine você, depois de ter se acostumado com a ideia de ter sua vida de cabeça pra baixo por 18 semanas, pronto pra enfrentar a fera cara-a-cara. O roteiro é São Paulo (Guarulhos)-JFK (em Nova Iorque), de Nova Iorque para Rochester, NY, e de Rochester para Batavia, NY.

Então é natural que você pense em passar um tempo em NYC, pra ver, no mínimo o Empire State e a Estátua da Liberdade. OK, você pode ter pensado no Ground Zero, ou na Brooklin Bridge, ou em visitar alguns museus, ou até ir até a Wall Street pra ver o prédio da Bolsa de NY, onde você tem algum dinheiro investido (não eu, você mesmo).

Não importa. O fato é que Nova Iorque tem muito pra oferecer pra todo mundo, e então eu fiz meu roteiro: Central Park, Apple Store, Dakota Building, Rockefeller Center, Estátua da Liberdade, e o que desse pra fazer depois disso.

O plano de viagem ficou assim, então:

1. Central Park

2. Apple Store da 5ª Agenda

3. Rockefeller Center

4. Estátua da Liberdade


O que posso dizer é que, antes de passar por Nova Iorque, eu achava que a cidade era basicamente uma São Paulo meio diferente.
Qual o que! NYC faz jus ao título de capital do mundo, com uma arquitetura única, uma história que conta a história da civilização e da humanidade, com museus inesquecíveis, com um cenário que é visto todo mês nos cinemas (é a segunda maior cidade produtora de filmes, atrás apenas de Hollywood), com uma vida pulsante que nunca para. Subiu ao topo da minha lista.

Mas... depois de uma visita turística, façamos as malas para enfrentar o desafio para o qual viemos.

Next Stop: Batavia - NY.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Introduction

Imagine sua vida como ela é hoje, com sua rotina preenchida, você acostumado a ir e vir dos mesmos lugares, fazendo planos para o futuro e para o presente, com sonhos variados, alguns próximos e alguns que você sabe que são mais distantes...

Imagine tudo isso atropelado por uma oportunidade única, uma que você jamais imaginou, que muda sua vida completamente, ou pelo menos durante 5 meses.

Foi isso que aconteceu comigo. Era pegar ou largar, enfrentar e crescer e viver, ou retrair e viver em busca de sonhos mais próximos ou menos próximos. Viver algo diferente, novo, difícil, excitante, sofrido, com a responsabilidade de fazer bonito, de representar um grupo de alunos, uma faculdade, uma cidade e um país.

Foi isso que fiz e agora escrevo dos Estados Unidos, do estado de Nova Iorque, do condado de Genesee, da cidade de Batavia. Escreverei mais sobre a cidade e sobre a faculdade, e também sobre os alunos, os professores, a vida acadêmica, o estilo de vida e tudo mais o que for percebendo por aqui.